Woody Allen: Um grande "cru" do cinema

Desde há mais de sessenta anos que esta figura do cinema mundial nos dá o seu melhor. Obras que são muito dele, com uma visão esclarecida - embora muitas vezes neuróticas - sobre ele mesmo.

 

Aluno difícil na escola, um cancro bem conhecido na universidade, escritor prodígio aos 15 anos, o homem soube mesmo assim seguir os seus sonhos até ao fim. Muito para lá do campo de visão a que o limita a sua lendária miopia. Enquanto aguarda o seu próximo projeto com Elle Fanning, Selena Gomez e Timothée Chalamet, o mais célebre dos Nova iorquinos - que fez 82 anos a 1 de dezembro - conta-nos tudo sobre a sua paixão pelo vinho! 

"Em Meia-noite em Paris" contei a história de um escritor que duvidava muito do seu talento e que ao subir a bordo de um velho Peugeot a meio da noite, foi subitamente transportado para os anos 20. Durante diversas noites, encontra-se com pintores, autores e realizadores que sempre admirou. Como Picasso, Hemingway, Bunuel, Dali... Desde o lançamento do filme que me perguntaram muitas vezes se há uma época do passado que me fascine mais do que outra. Pela minha parte, talvez por ser um grande apreciador de jazz, gostaria de voltar à Belle Epoque ou aos anos loucos. Era o tempo da despreocupação, das atrelagens de cavalos bem escovados, das belas raparigas, vestidos de seda e especialmente dos bons vinhos que podíamos consumir sem nos arruinarmos! Pela minha parte, tenho uma atração especial pelo La Tâche, um excelente vinho da Borgonha. Mas também pelo Richebourg e pelo Grand Echezeaux, sem falar do Romanée Conti e, do lado dos Bordeaux, pelo Château Lafite.

 

Num momento da minha vida, as minhas maiores contas de restaurante eram devidas às garrafas que pagava a preço de ouro! Quando eu morrer espero que os meus filhos não digam: "Bebeu todo o seu capital até à última gota!"

 

Redigido por Frank Rousseau 

A 01/12/2017